quarta-feira, 2 de julho de 2025

Sobre


A Entrepés Podologia nasceu em setembro de 2007 com a missão de oferecer um atendimento clínico especializado, humano e atualizado, voltado à saúde e bem-estar dos pés.

Eu sou Aline Allexandre, podóloga com formação técnica e superior, pós-graduada em Podiatria Clínica e Oncologia Multidisciplinar. Também sou graduanda em Biomedicina, professora em cursos técnicos e na graduação em Podologia, e membro da ADISBEC.

Minha atuação inclui participação em cursos e eventos nacionais e internacionais (Espanha, Portugal, Chile) e atendimento a públicos específicos como pacientes diabéticos e oncológicos. Tenho orgulho de fazer parte da ADISBEC, associação dedicada ao cuidado integral da pessoa com diabetes.

Este blog foi criado para compartilhar conteúdos técnicos, experiências clínicas e reflexões relevantes sobre o universo da podologia. Aqui, você encontra conhecimento prático, ético e com alma.

O cuidado que começa de baixo para cima

Pés Diabéticos: O cuidado que começa de baixo para cima

Quando falamos em diabetes, é comum pensar no controle da glicemia, na alimentação e no uso de medicações. Mas há um ponto crítico que muitos ainda ignoram: os pés.

👣 O pé diabético é uma das complicações mais temidas e silenciosas da doença. Alterações na sensibilidade, má circulação e feridas que demoram a cicatrizar podem evoluir rapidamente para infecções graves — e, em muitos casos, levar até à amputação.

Como podóloga com experiência clínica e em equipes multidisciplinares, posso afirmar com segurança: o cuidado com os pés deve ser parte do tratamento do paciente diabético desde o diagnóstico.
Inclusive, tenho orgulho de fazer parte da ADISBEC (Associação dos Diabéticos do Grande ABC), uma entidade que acompanha e auxilia pessoas com diabetes em diversas frentes — orientação, prevenção e acolhimento.


🔍 O que acontece com os pés do paciente diabético?

Pacientes com diabetes podem desenvolver:

  • Neuropatia periférica: perda de sensibilidade, formigamento ou dor nos pés;

  • Má circulação (angiopatia diabética): diminuição do fluxo sanguíneo, dificultando a cicatrização;

  • Alterações ungueais e cutâneas: calos, rachaduras, ressecamento, micoses e onicocriptose (unha encravada);

  • Perda da percepção da dor: feridas podem passar despercebidas e agravar-se sem que o paciente perceba.


🦶 Como o podólogo pode (e deve) ajudar:

O atendimento podológico especializado é essencial para a prevenção de lesões e o monitoramento precoce de alterações nos pés diabéticos. Aqui estão algumas ações fundamentais:

✔ Avaliação clínica completa:

  • Inspeção da pele, unhas, calosidades, integridade do calcanhar e presença de fissuras ou micose;

  • Verificação de sensibilidade com monofilamento ou toque;

  • Observação da marcha e da pisada, quando possível.

✔ Corte técnico das unhas:

  • Sempre com atenção redobrada, evitando traumas e cortes agressivos.

✔ Remoção segura de calosidades:

  • Evita pressão excessiva que pode gerar rachaduras ou úlceras.

✔ Orientação ao paciente:

  • Sobre hidratação adequada dos pés;

  • Escolha correta de calçados;

  • Sinais de alerta que exigem atenção médica imediata.

✔ Encaminhamento e atuação multidisciplinar:

  • Sabemos nossos limites. Quando necessário, o podólogo é ponte com médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas.


❗ O que nunca deve ser feito:

  • Nunca cortar as unhas de forma agressiva ou “no cantinho” sem conhecimento técnico.

  • Jamais remover calos ou usar lixas/cremes abrasivos sem supervisão especializada.

  • Evitar automedicação ou uso de ácidos sem orientação profissional.


💬 Conclusão

O pé diabético não começa com a ferida — ele começa no descuido.

A atuação do podólogo clínico é uma ferramenta de prevenção, proteção e educação para esse paciente, ajudando a manter a integridade dos pés, reduzir riscos de infecção e preservar a qualidade de vida.

Se você é diabético, ou cuida de alguém com diabetes, agende uma avaliação preventiva.
Cuidar dos pés é parte fundamental do seu tratamento!


Profa. Aline Allexandre
Podóloga clínica | Podiatria | Saúde dos pés desde 2004
Entrepés Podologia – São Bernardo do Campo
Membro da ADISBEC – Associação dos Diabéticos do Grande ABC

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Ácidos na Podologia

Ácidos na Podologia: Técnica com Responsabilidade, Propósito com Paixão

Olá, Podólogos do meu Brasil!

Aqui é a Podóloga Aline, sua Prof. Master em ácidos. Hoje vou contar para vocês a história de como o curso Ácidos na Podologia quebrou uma série de barreiras no Brasil e, com muito orgulho, se tornou um dos cursos mais procurados e respeitados pelos profissionais da área.

Tudo começou em 2019, quando ministrei minha primeira turma na HMult, empresa representada por uma pessoa muito querida, a Mônica, que acreditou no meu trabalho desde o início. Lembro com carinho dos nossos papos e do apoio para transformar esse conhecimento técnico e específico em algo acessível e seguro para podólogos de todo o país.

Na época, circulavam conteúdos na internet que me causavam incômodo — não pela iniciativa de ensinar, mas pela forma: uns arrogantes, outros superficiais, com promessas perigosas. Como profissional formada em podologia técnica e universitária, com ampla vivência clínica, percebi que o uso dos ácidos estava sendo banalizado. E isso me deu um sinal claro: é hora de fazer diferente, com responsabilidade.

Desde minha formação técnica, estudei ácidos. Era comum na grade naquela época. Com o tempo, esse conteúdo se perdeu, mas eu continuei buscando conhecimento — com esteticistas, biomédicos, farmacêuticos, congressos, livros, testes em mim mesma, clientes voluntários. Só depois de muito estudo e prática, criei meu curso. E deu certo.

As pedradas vieram – mas o reconhecimento também

Um dos maiores desafios no início foi a resistência do próprio mercado. Colegas e até professores que sequer conheciam a fundo a técnica fizeram reels, stories e postagens críticas ao curso. Alguns defendiam “alternativas melhores” — que, ao estudar mais a fundo, percebi que não eram “melhores”, apenas mais indicadas para casos específicos.

Críticas fazem parte. Quando a gente se destaca, vira alvo. Mas o curso cresceu. E cresceu tanto que fui convidada pela segunda vez para falar sobre ácidos na Jornada Internacional de Podologia — dessa vez com o reconhecimento de quem enfrentou a resistência e seguiu com ética.

De Manaus a Curitiba: o Brasil viu e confiou

De 2019 a 2023, mais de 2 mil podólogos participaram do curso, entre presenciais e online. Lembro com carinho de cada turma — As ultimas fora de casa foram as edições em Manaus, com mais de 75 alunos com apoio da Ennia Handel, e em Natal, ao lado da minha amiga Raiane, onde mais de 50 profissionais participaram do pós-congresso. Também ministrei turmas em Campo Grande, Londrina, Curitiba, Rio de Janeiro, e diversas cidades do interior de São Paulo e na Capital foi o início de tudo.

Mesmo durante a pausa por conta da maternidade, segui prestando suporte e respondendo dúvidas dos alunos, porque conhecimento de qualidade não pode parar.

Segurança em primeiro lugar

Sempre fiz questão de estudar não só os ácidos em si, mas os limites legais e éticos da nossa atuação como podólogos. Pesquisei o que cada profissão pode ou não usar, respeitei fórmulas, porcentagens, e trouxe para meus alunos somente o que é permitido, seguro e funcional.

Certa vez, recebi um e-mail com um documento da enfermagem questionando o uso de ácidos — mas não havia proibição. Outra profissional chegou a dizer nas redes que meu curso era “ilegal”. Entrei em contato diretamente: expliquei que se ela encontrasse a proibição legal, eu encerraria o curso. Ela não encontrou — e continuou afirmando, mesmo sem base. Nesse ponto, aprendi: quem não estuda, grita. Eu prefiro entregar.

Técnica sem preparo é risco – e o cliente não pode pagar essa conta

Já vi casos de profissionais aplicando sem preparo e causando lesões. Uma amiga, resistente ao curso, tentou aplicar após ver na internet — o ácido escorreu, causou lesão. Ela me procurou depois, segui orientando e, felizmente, a cliente se recuperou bem. Ela acabou reunindo uma turma para fazer o curso comigo.

Outro caso foi de uma profissional que deixou o frasco de ácido mal tampado e a filha, de apenas 2 anos, se queimou. Eu nem a conhecia, mas entrei em contato, ofereci apoio e indiquei profissionais para auxiliar na recuperação da criança. Porque antes de tudo, somos responsáveis por aquilo que ensinamos e usamos.

Mesmo aqui no consultório, tive um caso em que a infecção da cliente era mais profunda do que imaginado e o ácido piorou no primeiro momento. Mas com acompanhamento e novo atendimento sem custo, cicatrizou perfeitamente. O ponto é: usar ácido é coisa séria. Precisa de preparo, raciocínio clínico e ética.

Não é só saber aplicar, é entender o que se está usando

No curso, ensino ativo por ativo, inclusive os que ainda não estão nas fórmulas prontas, mas que merecem ser conhecidos. Trago POPs, protocolos claros, aplicações em vídeo, em fotos, e nos cursos presenciais aplico em mim, nos alunos e demonstro ao vivo. Tudo pensado para que o profissional não decore passo a passo, mas entenda o porquê de cada escolha.

Já tive aluna tratando unha em garra com total sucesso sem causar sangramento, simplesmente por aplicar os conceitos certos. Outra tratou uma onicomicose com trauma antigo, aplicando os conhecimentos e os produtos certos — e o resultado foi 100% na micose e 90% na aparência da unha. Ela ficou radiante.

E o mais bonito é que hoje meus alunos têm autonomia. Cada um escolhe o ácido que mais se identifica — muitos amam o ATA e o ANF — mas o melhor de tudo é ver que eles pensam antes de aplicar. Não fazem porque “viram no curso”, fazem porque entenderam o que estão fazendo.

Eu ensino, mas também aprendo

Já tive alunas me ensinando técnicas novas que eu jamais teria pensado — e deram certo. E isso me mostra que estou no caminho certo: formando profissionais que pensam por si, com sabedoria, autonomia e segurança.

O que me move

Fiquei cerca de dois anos sem ministrar o curso para me dedicar aos meus filhos. Mas nunca deixei de responder meus alunos e de pensar no quanto o conhecimento certo faz falta no dia a dia. Vejo pessoas usando ácido como se fosse creme, aplicando para “tirar onicofose” sem entender o que está fazendo. Isso me incomoda.

Também me incomoda a ideia de que “tal ácido é melhor”. Melhor para quê? Para quem? O melhor é o que funciona com segurança para o objetivo e rotina do cliente. Eu sigo a lei do mínimo esforço: não mando ninguém fazer o que nem eu faria.

Meu legado

Não sou muito boa com palavras bonitas, mas se tem algo que eu quero é que meus alunos saiam seguros, confiantes e com domínio. Que testem, que façam em si, na família, que vejam o que funciona — e só então, apliquem em seus clientes com responsabilidade.

Fiz muitos testes em mim. E posso dizer: vale a pena.

Quero que eles atuem com integridade e sabedoria. Assim, sei que meu legado valeu a pena.


Quer saber mais sobre o curso ou rever o conteúdo? Me chama! O conhecimento continua vivo – e os ácidos também!

👣 Com carinho,
Aline Allexandre
Podóloga desde 2004 | Prof. Master em Ácidos
@entrepespodologia